FIMP 2011
Bem-vindos ao Festival Internacional de Marionetas do Porto, edição de 2011!
Esta festa da marioneta contemporânea está de volta. O festival é animado por uma certeza – a marioneta é um solo fértil em práticas artísticas diversas, experimentais e manifestações populares, tradicionais ou inovadoras. A procura da transversalidade nas artes da marioneta é, cremos que reconhecidamente, um dos traços identitários deste festival que nesta edição se reafirma e aprofunda.
No FIMP 2011, a marioneta, forma plural, diversa e divergente, é apresentada como geradora de imaginários e como materialização de um imaginário colectivo, corporização do desejo e projecção fantasmática de uma interioridade.
Neste contexto, marioneta e corpo surgem entendidos como uma manipulação poética da subjectividade e é na prática dos artistas convidados que residem as razões mais fortes para vir ao FIMP.
A preparação desta edição foi desenvolvida num clima de incertezas, numa situação de austeridade, de cortes a torto e a direito, de avanços e recuos, de mal a pior, nalguns aspectos fulcrais.
Num cenário em que os fios que ligam a finança aos poderes são cada vez mais visíveis, não é muito difícil imaginarmos a famosa mão invisível de Adam Smith, que [auto?] regula o mercado, a comportar-se como a mãozinha da Família Adams… Ou com uns ímpetos de violência [auto?]destrutiva como a mão enluvada do Dr. Estranhoamor. O grande teatro do mundo é, afinal, de marionetas…
A mão que nos anima é a que se dá, a que se aperta. A que se cerra.
O período compreendido entre a anterior edição e a presente foi marcado pelo súbito e muito prematuro desaparecimento de João Paulo Seara Cardoso, marionetista, encenador, amigo e mestre, e um artista da nossa cidade reconhecido internacionalmente. Pierre Voltz, sábio homem de teatro e generoso membro do conselho consultivo do FIMP criado por Isabel Alves Costa, também nos deixou recentemente.
Queremos agradecer a todos os nossos parceiros a colaboração e o apoio que tornam possível esta edição. Contamos com a certeza do empenho e vontade da equipa deste festival.
É com prazer que aqui nos apresentamos, por estarmos vivos, por podermos estar juntos.
Que viva o FIMP!
Igor Gandra
Director Artístico

