ESPETÁCULOS

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16 A 18 DE SETEMBRO, 21H30
MOSTEIRO DE SÃO BENTO DA VITÓRIA

ELOGE DU POIL
JEANNE MORDOJ

De atração de circo, curiosidade teratológica ou aberração humana, as mulheres barbadas foram adquirindo um estatuto de manifestação política contra os padrões de feminilidade vigentes. Digamos que em Eloge du Poil [Elogio do Pêlo] a performer francesa Jeanne Mordoj joga com todas as variáveis da equação, não fosse ela uma exímia praticante de artes circenses (contorcionismo, malabarismo, ventriloquismo e etc…) e não tivesse colocado no centro dos seus últimos solos uma interrogação sobre o eterno feminino. Eloge du Poil oscila assim entre o divertimento selvagem (quem viu não esquecerá nunca uma discussão ventríloqua entre crânios de animais e uma cabeça de mulher barbada) e o inconformismo ideológico. Em França, a crítica Rosita Boisseau anotou nas páginas do Le Monde: “O conflito entre fascínio e rejeição é uma sensação rara no teatro”. Era um elogio.

CRIAÇÃO E INTERPRETAÇÃO: JEANNE MORDOJ
ENCENAÇÃO: PIERRE MEUNIER
CENOGRAFIA E DESENHO DE LUZ: BERNARD REVEL
COMPOSIÇÃO MUSICAL E AMBIENTE SONORO: BERTRAND BOSS
ADEREÇOS: MATHIEU DELANGLE
FIGURINOS: ELISABETH CERQUEIRA, STÉPHANE THOMAS, TANIA DIETRICH
TEXTOS ESCRITOS POR: JEANNE MORDOJ, PIERRE MEUNIER
COREOGRAFIA: CÉCILE BON
VENTRILOQUIA: MICHEL DEJENEFFE
FOTOGRAFIA: MARIE FRÉCON
ADEREÇOS: GUILHAUME DE BAUDREUIL
TRADUÇÃO: REGINA GUIMARÃES

DURAÇÃO APROXIMADA: 01:10
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: M12 ANOS
PREÇO: BILHETEIRA DO MSBV

Eloge du Poil – Jeanne Mordoj . Foto: Christophe Raynaud de Lage
www.elogedupoil.com

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16 E 17 DE SETEMBRO, 23H00
20 A 24 DE SETEMBRO, 23H00
TEATRO DE BELOMONTE

CAPUCHINHO VERMELHO XXX
TEATRO DE MARIONETAS DO PORTO

Gostamos de desafios e voltar ao Capuchinho Vermelho, criado em 89 pelo João Paulo, agora nesta nova versão é mergulhar nesse universo delirante e hardcore tão peculiar e divertido onde os objetos se transformam em marionetas comestíveis.
O Edgard Fernandes é o ator / intérprete desta nova versão agora em estreia no FIMP.

Isabel Barros

Já reparou que O Capuchinho Vermelho é uma história na qual não se fala senão de comer?
Este aspeto do conto pareceu interessar João Paulo Seara Cardoso que aqui nos apresenta um saboroso espetáculo de teatro de objetos (perecíveis).
Tudo começa, tranquilamente, sobre a toalha plástica de uma mesa de cozinha um pouco antes da hora do jantar, até ao momento em que… a hortaliça espalhada sobre a mesa se transforma em floresta. A partir daí o universo oscila, os espaços vacilam, os tempos mudam e assistimos impotentes à metamorfose culinária do conto numa sequência de gestos e de imagens vertiginosas. O personagem, burocrata tímido, lívido, deixa-se levar, no espaço apertado da sua cozinha, por um saboroso delírio de invenções surrealistas.
É um espetáculo hilariante, efémero como uma boa refeição, mas do qual nos recordaremos por muito tempo.

ENCENAÇÃO: JOÃO PAULO SEARA CARDOSO (1956-2010)
INTERPRETAÇÃO: EDGARD FERNANDES

DURAÇÃO APROXIMADA: 00:35
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: M16 ANOS
PREÇO: 10€

Capuchinho Vermelho XXX – TEATRO de Marionetas do Porto . Foto: Catarina Côdea
www.marionetasdoporto.pt

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17 DE SETEMBRO, 21H30
18 DE SETEMBRO, 16H00
TEATRO CARLOS ALBERTO

SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO
A TARUMBA – TEATRO DE MARIONETAS

De Lisboa chega-nos o último espetáculo de A Tarumba, uma companhia que se tem vindo a afirmar desde 1993 no panorama nacional e internacional do teatro de marionetas. Inscrito num ciclo de criações dedicadas ao tema do amor, iniciado com Mironescópio: A Máquina do Amor (2009),
Sonho de uma Noite de Verão inspira-se livremente na muito fantasiosa (e libertina!) comédia de William Shakespeare. Num ambiente vintage e surreal de um cabaré decadente Lady Eliza, Lady Rachel, Sir Gianni Shake e o seu Mordomo, Sir Butler, estranhas lendas de outros tempos que poderiam ter saído de um antigo filme série B, apresentam um espetáculo de formas animadas, com marionetas muito “especiais” que irão levar-nos aos vários “recantos” deste Sonho. É de lá que nos chega a advertência melancólica imortalizada por Lisandro: “Nunca foi suave o curso do vero amor”…

ADAPTAÇÃO, DIREÇÃO ARTÍSTICA E CONSTRUÇÃO: LUÍS VIEIRA, RUTE RIBEIRO
PSICHÉS: ZÉ RUI
LUZ E SONOPLASTIA: CATARINA CÔDEA
ASSISTÊNCIA DE CENOGRAFIA: RAQUEL MONTEIRO
PRODUÇÃO EXECUTIVA: INÊS GARCIA
ATORES-MANIPULADORES: LUÍS HIPÓLITO, LUÍS VIEIRA, RAQUEL MONTEIRO, RUTE RIBEIRO
COPRODUÇÃO: A TARUMBA – TEATRO DE MARIONETAS, MUSEU DA MARIONETA | EGEAC

DURAÇÃO APROXIMADA: 01:00
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: M12 ANOS
PREÇO: BILHETEIRA DO TECA

Sonho de uma Noite de Verão – A Tarumba – Teatro de Marionetas . Foto: Alípio Padilha
www.tarumba.org

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18 DE SETEMBRO, 19H00
TEATRO DE FERRO

CICLO M1 [MARIONETA 1] M 1.1 E M 1.2
TEATRO DE FERRO

M1 é uma forma abreviada para escrever Marioneta 1. Esta é uma designação que temos utilizado, como referência ou anotação, nas notas de encenação e outros registos manuscritos ou desenhados que nos acompanham nos ensaios.
M1 é agora o nome da marioneta que irá protagonizar a solo um ciclo de quatro criações
[M 1.1, M 1.2, M 1.3 e M 1.4].
Super-herói, deus caído do Olimpo, experiência laboratorial ou anónimo transeunte, M1 contracena com a sua própria condição de actor e objecto manipulado, dominado e dominador.
Outros artistas e outras artes com diferentes olhares sobre um mesmo corpo, a mesma matéria, levarão à cena 4 peças de aproximadamente 20 minutos.
No FIMP 2011 serão estreadas as duas primeiras partes deste ciclo.

CONCEITO: CARLA VELOSO
MARIONETAS: MARIA JORGE VILAVERDE E JÚLIO ALVES
COPRODUÇÃO: TEATRO DE FERRO E FESTIVAL ESCRITA NA PAISAGEM
M 1.1: DIREÇÃO E INTERPRETAÇÃO: CARLA VELOSO
MÚSICA: CARLOS GUEDES
M 1.2: DIREÇÃO: TEJA REBA E LOUP ABRAMOVICI
INTERPRETAÇÃO: IGOR GANDRA

ESTREIA ABSOLUTA
DURAÇÃO APROXIMADA: 00:40 = 00:20+00:20
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: M6 ANOS
PREÇO: 5€
TRANSPORTE GRATUITO – PONTO DE ENCONTRO: PRAÇA DA CORDOARIA – ATELIER A CÉU ABERTO. APOIO STCP

Ciclo M1 [Marioneta 1] M 1.1 e M 1.2 – Teatro de Ferro . Foto: Teatro de Ferro
www.myspace.com/teatrodeferro

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20 E 21 DE SETEMBRO, 21H30
TEATRO CARLOS ALBERTO

AUTO DA CRIAÇÃO DO MUNDO
CENDREV – CENTRO DRAMÁTICO DE ÉVORA

Com uma história que remonta ao séc. XIX, estes títeres tradicionais do Alentejo parecem ter tido a sua origem na aldeia que lhes deu o nome. Bonecos de varão que são manipulados por cima, à semelhança das grandes marionetas do Sul de Itália e do Norte da Europa, mas de dimensão mais reduzida.
No repertório dos espetáculos dos Bonecos de Santo Aleixo podemos encontrar peças de tradição secular, de teor maioritariamente religioso, como o Auto da Criação do Mundo, assim como textos e canções que pertencem à chamada literatura de cordel, numa fusão produtiva entre a cultura popular e a escrita erudita. Legado recuperado em finais dos anos 1960 por Michel Giacometti e Henrique Delgado, os Bonecos de Santo Aleixo seriam posteriormente adquiridos pelo Centro Dramático de Évora, que através dos seus atores profissionais assegura a continuidade desta expressão artística alentejana.

INTERPRETAÇÃO: ANA MEIRA, GIL SALGUEIRO NAVE, ISABEL BILOU, JOSÉ RUSSO, VICTOR ZAMBUJO
ACOMPANHAMENTO MUSICAL (GUITARRA PORTUGUESA): GIL SALGUEIRO NAVE
PRODUÇÃO: CENDREV – CENTRO DRAMÁTICO DE ÉVORA

DURAÇÃO APROXIMADA: 01:10
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: M12 ANOS
PREÇO: BILHETEIRA DO TECA

Auto da Criação do Mundo – CENDREV – Centro Dramático de Évora . Foto: Paulo Nuno Silva
www.cendrev.com

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21 E 22 DE SETEMBRO, 21H30
TEATRO HELENA SÁ E COSTA

PEDRA-PÃO
CIRCOLANDO

Pedra-Pão tem como ponto de partida o entendimento da precariedade como motor de reinvenção das condições de sobrevivência. Queremos falar de um mundo que tem sempre que se reinventar, onde o quotidiano para ser suportável tem que ser visto de lado, de cima, de baixo, da esquerda, da direita, de frente e de trás para poder perceber o potencial que tem cada momento de vida.
Da cenografia fazem parte três móveis com rodas e três portas, restos de um quarto e de uma cozinha que podem ter pertencido a uma casa, agora abandonada.
Com a sua manipulação e utilização diversa, conseguimos ir criando e transformando os vários espaços de cena. Ora compomos espaços mais ou menos públicos, ora revelamos espaços íntimos e mais privados, explorando o avesso dos móveis, o seu lado mais interior. Viver em regime de sobrevivência.

CRIAÇÃO COLECTIVA
DIRECÇÃO: PATRICK MURYS
INTERPRETAÇÃO: INÊS OLIVEIRA, MAFALDA SALOIO E PATRICK MURYS
APOIO À DIRECÇÃO: ANDRÉ BRAGA, CLÁUDIA FIGUEIREDO E JOÃO VLADIMIRO
SONOPLASTIA: PEDRO FONSECA
CONSTRUÇÃO: SANDRA NEVES, CARLOS PINHEIRO, NUNO GUEDES E NUNO BRANDÃO
LUZ: FRANCISCO TAVARES TELES
PRODUÇÃO: ANA CARVALHOSA (DIRECÇÃO) E CLÁUDIA SANTOS
CO-PRODUÇÃO: ARTEMREDE, CENTRO CULTURAL DE BELÉM / FÁBRICA DAS ARTES, FESTIVAL INTERNACIONAL DE MARIONETAS DO PORTO
APOIOS: IEFP/CACE CULTURAL DO PORTO

ANTE-ESTREIA
DURAÇÃO APROXIMADA: 01:00
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: M12 ANOS
PREÇO: 10€

Pedra-Pão – Circolando . Foto: João Vladimiro
www.circolando.com

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21 A 24 DE SETEMBRO, 11H00
21, 22, E 24 DE SETEMBRO, 15H00
TEATRO CARLOS ALBERTO

ESTÓRIA DO TAMANHO DAS PALAVRAS
LIMITE ZERO

Numa Biblioteca onde os livros são as casas das palavras, vive uma família: a mãe Palavra, a filha Palavrinha e o pai Palavrão. Eles moram num livro antigo que, por ser já muito velho, está a cair de podre e necessita de obras. Mas os autores só fazem obras para livros novos. A novidade é que existe nessa Biblioteca um Papão, o Bicho-da-Prata, mais conhecido como o Papa-Livros, que se alimenta de palavras e devora todos os livros, fazendo a vida negra às palavras que lá vivem. Mas um dia, a bibliotecária recebe um telefonema de um autor muito famoso que anda a procura de palavras para o seu novo livro. É a oportunidade para a família de palavras mudar de vida. Só que o famoso autor, armado em vedeta, escolhe a Palavra e a Palavrinha, mas exclui o Palavrão do seu novo livro. Será que mãe e filha abandonarão o marido e pai Palavrão em troca da casa nova?
Contamos uma história onde os personagens principais são os habitantes de uma biblioteca.
As palavras, que vivem numa casa que é um livro, numa cidade que é a biblioteca, ganham vida, com os seus defeitos e qualidades, tal e qual como as pessoas, fazendo-nos ter vontade de as conhecer melhor.

TEXTO: THOMAS BAKK
ENCENAÇÃO E CENOGRAFIA: RAUL CONSTANTE PEREIRA
DESENHOS: SANDRA NEVES
DESENHO DE LUZ: PEDRO CARVALHO
MÚSICA E SONOPLASTIA: CARLOS ADOLFO
INTERPRETAÇÃO: TERESA ALPENDURADA, RAUL CONSTANTE PEREIRA
COSTUREIRA: ALEXANDRA BARBOSA
CONSTRUÇÃO CÉNICA: JOANA CAETANO, HERNÂNI MIRANDA, JOÃO LOUREIRO, ALEXANDRA BARBOSA, INÊS MARIANA
DESIGN GRÁFICO: SANDRA NEVES
PRODUÇÃO LIMITE ZERO

ESTREIA ABSOLUTA
DURAÇÃO APROXIMADA: 00:50
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: M4 ANOS
PREÇO: BILHETEIRA DO TECA

Estória do Tamanho das Palavras – Limite Zero . Foto: Sandra Neves
www.limitezero.org

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22 DE SETEMBRO, 22H00
ESTAÇÃO DE METRO DA TRINDADE – TERRAÇO

CETTE IMMENSE INTIMITÉ
COMPAGNIE RETOURAMONT

O corpo e as imagens são um todo: um objeto plástico ao vivo e em movimento.
As imagens transcendem a bailarina, o que vemos ultrapassa os limites físicos do corpo, é essa a força da interpretação.
Escolher um solo é afirmar uma dança singular. Este questiona o corpo em suspensão, em ligação com a parede. Esta performance permite partilhar as sensações da bailarina que evolui na arquitetura.
Com um dispositivo técnico específico podemos fazer com que as nossas perceções da bailarina se tornem enormes, visíveis. Essas perceções podem invadir o espaço e a coreografia entrelaça-se entre esses novos dados e o movimento.
Uma escrita dupla: dança e imagem.
As imagens projetadas na parede constituem o espaço de evolução da bailarina. Uma dança em expansão torna-se organizada, e é conjugada, durante o espetáculo com amplitudes variáveis, das mais interiorizadas às mais amplas. A técnica permitir-nos-á criar vertiginosos zooms virtuais.
Faremos filmagens de cima, de frente, e estas sequências serão o material fundamental que será transformado, em tempo real com o Méta-Mallette, por Fabrice Guillot.
Uma história aberta, uma experiência no espaço público para o público.
A bailarina progride na parede, suspensa por um elástico que lhe permite o movimento no local, balançar de um lado para o outro e lhe dá dimensão vertical. O local usual abre-se a um local onde nunca se pôs um pé. Este espaço livre na cidade, invisível, torna-se o lugar de uma viagem sensorial e gravitacional para o público.
A dança começa no topo da parede, acabando junto ao público, no chão. Esta dança no chão está sempre ligada à parede pelo elástico e entra no espaço do público oferecendo assim uma nova dimensão – a profundidade.
Esta peça não é uma história real, todas as interpretações são, por isso, corretas. O público está imerso nas percepções da bailarina e pode inventar a sua própria performance.
As imagens não criam um duplo ou um parceiro para a bailarina – elas surgem das suas sensações. A bai­larina está como que a nadar num banho sensorial.

COREOGRAFIA: FABRICE GUILLOT
DANÇARINA: OLIVIA CUBERO
MANIPULAÇÃO DE IMAGEM: FABRICE GUILLOT
MÚSICA: FM EINHEIT: ERSCHEINUNG DER TÔCHTER AND PROLOG FROM PROMETHEUS LEAR / WOWEN HAND: MY RUSSIA (STANDING ON HANDS) AND ANOTHER WHITE BIRD FROM BLUSH MUSIC
SOFTWARE DESENVOLVIDO POR: SERGE DE LAUBIER / MÉTA-MALLETTE PUCE MUSE
PRODUÇÃO RETOURAMONT / FABRICE GUILLOT
COPRODUTORES: MUNICÍPIO DE MOSELLE, FESTIVAL DANCIN’OXFORD, GRAND THÉÂTRE DE LORIENT, THEATRE DE CACHAN

DURAÇÃO APROXIMADA: 00:30
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: M3 ANOS
ACESSO GRATUITO

Cette Immense Intimité – Compagnie Retouramont . Foto: Serge de Laubier
www.retouramont.com 

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23 DE SETEMBRO, 21H30
BALLETEATRO

DURA DITA DURA
TEATRO DE FERRO

«Era uma vez um menino pequeno que vivia num país pequeno virado para o grande oceano.
Dizia-se que, nesse país, grandes homens e homens de todos os tamanhos se tinham lançado pelo mar dentro à procura de outros países e de outros homens. Mas isso tinha acontecido há tanto tempo que o menino de que estamos a falar nunca tinha molhado os pés no mar…»
DURA DITA DURA é a história de um menino, o Baltazar, que cresce algures, numa terreola perdida de um Portugal esquecido mas apertadamente vigiado e auto-vigiado. Baltazar é mudo, mas não surdo. A sua vivacidade de menino fora do baralho conflitua manifestamente com o obscurantismo que caracteriza o Portugal dos pequeninos. Baltazar é um escândalo de silêncio num país silenciado. Mas não se escolhe o lugar e o tempo onde se nasce.
DURA DITA DURA é um espectáculo de marionetas para todas as idades acerca da atmosfera de terror surdo que reinou durante meio século num país onde as paredes tinham ouvidos.
Através do olhar atento, por vezes atónito, de uma criança bem amada mas permeável ao mal-estar dominante, pretende-se dar a conhecer um passado ainda próximo que tende contudo a esbater-se nas «brumas da memória»…
Depois de dois anos e meio em itinerância, o espectáculo regressa ao FIMP e à cidade do Porto.
A história não se repete, é certo, mas os tempos que vivemos alertam-nos para a necessidade da memória.

TEXTO E CANÇÃO: REGINA GUIMARÃES
ENCENAÇÃO, CENOGRAFIA E MARIONETAS: IGOR GANDRA
MÚSICA: MICHAEL NICK
FADO / CANÇÃO: ANA DEUS
INTERPRETAÇÃO: IGOR GANDRA
DESENHO DE LUZ: RUI MAIA E TDF
OPERADOR DE SOM: FERNANDO RODRIGUES
OPERADOR DE LUZ: PEDRO NABAIS
COPRODUÇÃO: TEATRO DE FERRO, FIMP, FIMFA LX E FESTIVAL ESCRITA NA PAISAGEM

DURAÇÃO APROXIMADA: 48 ANOS
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: M6 ANOS
PREÇO: 10€
TRANSPORTE GRATUITO – PONTO DE ENCONTRO: PRAÇA DA CORDOARIA – ATELIER A CÉU ABERTO. PARTIDA PARA O BALLETEATRO ÀS 21H15, VOLTA ÀS 23H15. APOIO STCP

DURA DITA DURA – Teatro de Ferro . Foto: Susana Neves
www.myspace.com/teatrodeferro 

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23 E 24 DE SETEMBRO, 22H00
RUA DE TRÁS – CORDOARIA
30 DE SETEMBRO, 22H00
RUA DE TRÁS – CORDOARIA
NO ÂMBITO DAS MANOBRAS NO PORTO
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SOMBRAS DA RUA DE TRÁS
CRIAÇÃO E PRODUÇÃO FIMP

Parceria FIMP 2011 e Porto 2.0 – Manobras no Porto *

César Estrela, Sandra Pimenta, José Pedro Ferraz, JAS e Katarina Falcão são artistas que se apresentaram nos WIP do FIMP 2010. Regressam nesta edição para ocupar as janelas de três casas.
A luz e a sombra, a projecção de imagens manipuladas ao vivo e a sonoplastia original de Fernando Rodrigues são as matérias primas com que será construída esta experiência em que casas comunicam, através das suas janelas, memórias sombrias, desejos de rua e assombros domésticos.
Nesta rua do Porto, entre o Largo dos Lóios e o Campo dos Mártires da Pátria, as sombras vão ser mais vivas, eventualmente mais nítidas do que os objectos que as produzem.

CONCEITO: IGOR GANDRA
CRIADORES / INTÉRPRETES: CÉSAR ESTRELA; SANDRA PIMENTA; JAS; JOSÉ PEDRO FERRAZ; HUGO ALMEIDA; KATARINA FALCÃO
SONOPLASTIA: FERNANDO RODRIGUES

DURAÇÃO APROXIMADA: 00:45
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: M6 ANOS
ACESSO GRATUITO

Sombras da Rua de Trás – Criação e produção FIMP . Foto: Susana Neves

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25 DE SETEMBRO, 22H00
CENTRO CULTURAL VILA FLOR

SHOWROOMDUMMIES
GISÈLE VIENNE E ETIENNE BIDEAU REY

Parceria FIMP 2011 e Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura **

Showroomdummies explora a fronteira entre o animado e o inanimado assim como a relação entre a vida real e a sua representação. O objetivo, com este espetáculo, é pôr em evidência o caos que o corpo vivo pode despoletar quando roça o inanimado e a paixão que pode incendiar através da sua mera presença, que pode ser, ao mesmo tempo, imóvel e provocativa.
Ao abordar a personagem de Wanda von Dunajew, da novela de L. von Sacher-Masoch “A Vénus das Peles”, interessou-nos o erotismo inquietante que pode emergir da aparência exterior e da imobilidade.
A linguagem corporal é moldada, especialmente, pelas dinâmicas tumultuosas que surgem do erotismo e da repulsa face à inércia. A inércia da figura representada por Wanda von Dunajew é expressada, em parte, através do seu caráter gelado. Da figura de Wanda transborda uma perturbadora ambigui­dade causada pela sua intimidade tanto com o manequim como com a morte. Ela perturba e apoia o seu ambiente; ela deixa-se manipular pelo seu diretor / amante, enquanto assume o papel de manipuladora.
O trabalho foca-se na plasticidade e no gesto de modo a sondar a relação única entre a existência de uma imagem e a existência de seres reais. A dramaturgia resulta da imagem e da linguagem corporal do bailarino, ator e manequim, abarcando os seus contrastes sem os fundir, trazendo-os antes ao encontro uns dos outros. Através da coreografia o corpo estilizado pode afastar-se do corpo de todos os dias e aproximar-se de um corpo que é imaginado, e por isso artificial.
A coreografia de Showroomdummies vai assim misturar bailarinos e manequins numa linguagem comum.

DIREÇÃO, COREOGRAFIA E CENOGRAFIA: ETIENNE BIDEAU REY E GISÈLE VIENNE
ELENCO DA RECRIAÇÃO 2009 – REPRESENTADA E CRIADA EM COLABORAÇÃO COM: JONATHAN CAPDEVIELLE, GAËL DEPAUW, GUILLAUME MARIE, ANNE MOUSSELET, ANJA RÖTTGERKAMP E TUJIKO NORIKO
MÚSICA ORIGINAL E PERFORMANCE AO VIVO: PETER REHBERG EXCEPTO A CANÇÃO CRIADA E INTERPRETADA POR TUJIKO NORIKO COM ARRANJOS DE KTL (STEPHEN O’MALLEY & PETER REHBERG)
LUZ: PATRICK RIOU
FIGURINOS: JOSÉ ENRIQUE ONA SELFA
MAQUILHAGEM: REBECCA FLORES
GUARDA-ROUPA: MARINO MARCHAND
COM O APOIO TÉCNICO DA EQUIPA TÉCNICA DE QUARTZ – SCÈNE NATIONALE DE BREST
AGRADECIMENTOS: WALTER LECOMPTE (PELEIRO) E LUVARIA CAUSSE
PRODUTOR ASSOCIADO: DACM COM A COLABORAÇÃO DE QUARTZ – SCÈNE NATIONALE DE BREST

DURAÇÃO APROXIMADA: 01:15
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: M12 ANOS
PREÇO: BILHETEIRA DO CCVF

Showroomdummies – Gisèle Vienne e Etienne Bideau Rey . Foto: DACM
www.g-v.fr

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24 DE SETEMBRO, 17H30
PRAÇA DA CORDOARIA
FIMP 2011
25 DE SETEMBRO
SERRALVES
FESTA DO OUTONO
1 DE OUTUBRO
CENTRO HISTÓRICO DO PORTO
MANOBRAS NO PORTO

BAILE DOS CORPOS EXTRAORDINÁRIOS

Parceria FIMP 2011 e Porto 2.0 – Manobras no Porto * com o envolvimento: Teatro do Frio e Companhia Erva Daninha

O ponto de partida foi o “Baile dos Gordos”, um conceito original de Diana Regal: um baile mandado em que os dançarinos, voluntários de entre o público, envergam fatiotas concebidas por esta artista. Assim vestidos, roliços e divertidos, executam, ao som de música popular tocada ao vivo e da voz de comando da mandadora, um conjunto de danças tradicionais europeias. A dança, a música e a festa são potenciadas por estes corpos ligeiros e volumosos.
Esta experiência convocou para um mesmo espaço e tempo aspectos, temas, ritmos, ritos e risos anacrónicos e dissonantes que, ainda assim, parecem apontar para o futuro. Assim foi no encerramento do FIMP 2010.
Doravante trabalharemos sobre a ideia de uma dança de corpos novos e inesperados em que o dançarino anima através dos seus impulsos uma grande quantidade de matéria, numa mistura de máscara, marioneta e extensão do corpo.
Neste baile / festa serão experimentadas múltiplas interacções coreográficas (em par, em roda, etc.) e diversas reconfigurações fisionómicas. Gordos e gordas, macrocéfalos (cabeçudos) e gigantes (gigantones) já estão inscritos neste baile, outras formas serão inventadas pelo colectivo alargado de criadores.
As formas tradicionais e populares, os projectos vanguardistas, as utopias modernistas, as rupturas propostas pela performance e um número ilimitado de influências, referências e imaginários, pululam (e pulam!) nesta dança.
Estes corpos novos e extraordinários são criados em regime de oficina aberta, a dança e os corpos estão só à nossa espera para começar.
Estão todos convidados a participar!

DIREÇÃO ARTÍSTICA: IGOR GANDRA
DIREÇÃO PLÁSTICA: DIANA REGAL E RAUL CONSTANTE PEREIRA
ASSISTENTE DE DIREÇÃO ARTÍSTICA: RODRIGO MALVAR
MÚSICA: CELINA PIEDADE, GUSTAVO COSTA, HENRIQUE FERNANDES
MANDADORA: MERCEDES PRIETO MARTINEZ
EQUIPA DE DINAMIZAÇÃO: JOANA DOMINGOS, JULIETA GUIMARÃES, RITA GOMES, ROSÁRIO COSTA E VASCO GOMES

DURAÇÃO APROXIMADA:  01:30
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: M4 ANOS
ACESSO GRATUITO

Baile dos Corpos Extraordinários . Fotos: Susana Neves
www.manobrasnoporto.com
www.facebook.com/pages/BalCorpEx-Baile-dos-Corpos-Extraordinários/124551690972830



16 A 24 DE SETEMBRO
LOCAIS DE APRESENTAÇÃO FIMP

FILME A SEIS MÃOS
AMARANTE ABRAMOVICI, IGOR GANDRA, TIAGO AFONSO

Mãos que abraçam e empurram
Mãos que agarram e deixam cair
Mãos que roubam, mãos que dão
Mãos aos pares
Mãos que falam
Mãos que suam e ganham calo
Mãos pintadas e de luvas
Mãos que criam, mãos que matam
Mãos, mãos, mãos…

Um filme a seis mãos feito de mãos sem conta.

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